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sábado, 26 de setembro de 2009

Quem vai de Cristovam 2.0 ou Heloísa Helena 2.0?

     A campanha parece que está começando mesmo. Cada um nesse momento começar a tomar seus lugares, em uma cena que lembra muito bem aquele programa de Sílvio Santos que o povo escolhia em que "casinha" ficar para apostar, tendo um certo tempo para poder mudar de opinião e ir para outra. Pois bem, estamos assim nesse momento na política brasileira, de maneira especial, para a campanha para presidente.
     Adianto que minha candidata é Dilma Roussef até que se prove o contrário, até porque não vejo motivos para não ser ela, haja vista o sucesso até internacional do Governo Lula e sua clara competência e seriedade. No entanto, não estou aqui para falar diretamente de Dilma, mas sim do fator "Marina Silva".
     A Senadora, agora pelo PV, é a grande novidade do momento e por ser essa grande novidade do momento, apresenta-se agora também com a "moda do momento". Eleitores de Serra, de Dilma entre outros, agora dizem: "meu voto é de Marina!" Agora, pergunta o por quê? A "fênix Marina" é a grande alternativa! Porém, é a grande alternativa como Heloísa Helena foi (ou é, não sei), bem como Cristovam Buarque, ambos em 2006.
    Claro, você pode achar que as críticas aqui feitas sejam exageradas, mas eu não concordo logicamente. Marina em entrevista recente disse que o Presidente Lula perdeu uma ótima oportunidade de discutir mais o meio-ambiente ao invés de ficar discutindo a questão de Zelaya em Honduras. Essa comentário indica uma falta de visão global muito grande e ai, realmente, é exagerada essa falta dela! Cristovam foi o candidato de um discurso só: educação, mas nunca especificou bem como iria fazer e nunca explicou como se dava totalmente esse avanço na educação sem mudar o sistema econômico o mínimo que seja. Marina será a candidata de um discurso só: meio-ambiente! Hoje em dia o meio-ambiente também é moda, mas ele não pode ser moda se não estiver associado a outros quesitos. Por essas e outras, Marina dá uma excelente ministra, mas presidente, acho que não.
     Marina pode entrar nessa disputa acarretando algo ruim. Ela pode retirar votos de Dilma e ficarem as duas lá em baixo na disputa, abrindo caminho para a "beast" escolhida pela oposição. Queira Deus que eu esteja errado e que tudo se inverta para o melhor - já pensou Dilma e Marina no segundo turno? Loucura, loucura..

domingo, 20 de setembro de 2009

Roberto Carlos não é Rei!

     Não, não pode. Quem disse que Roberto Carlos pode ser chamado de Rei? Por que ele é chamado de Rei? Não concordo. Isto é uma grande mentira contada ao longo do tempo e parece que engolimos, ou melhor, digerimos como bem quisemos. Roberto não tem reino, não tem poder, não tem persuasão pessoal, que reinado seria esse então?
     Roberto Calos Braga é apenas um cantor que saiu de Cachoeiro de Itapemirim  para morar na casa da tia em Niterói e por lá conheceria outro cara, o chamado Erasmo Carlos, provocando uma parceria pessoal e profissional em torno de 50 anos - não é nada mais que isso. Fato. A partir daí começa a comandar um movimento musical chamado de Jovem Guarda, que deixou algumas músicas para o público relembrar com uma saudade nostálgica, tornando-se um grande ídolo dos jovens. Aqui também consegue um feito comum: vence em 68 o festival de música de San Remo - Itália e se torna o único não-taliano a ganhá-lo até os dias atuais.  Mas isso é motivo para ser chamado de Rei? Nem a pau!
     Após isso, vem a fase mais romântica - marca até hoje -  e religiosa na década de 70, deixando para o seu passado juvenil o "rock" que nunca foi bem a sua cara e que nunca mais voltaria às suas paradas de sucesso - para a tristeza de muitos e felicidade dos..sem comentários. Aqui, Roberto inicia uma parceria com um sistema televisivo incipiente em 74 e continua até hoje assumindo o lugar de papai noel em dezembro nas TV´s do Brasil. É Rei? Isso tudo é normal, qualquer um faria.
     Como se não bastasse existir para o Brasil, decide aqui na década de 80 soltar as cordas vocais no exterior com mais ênfase. A partir disso, pode-se ouvir Roberto em português, evidentemente, francês, inglês, italiano e em espanhol. Rei? Quem quiser pode fazer isso, basta determinação.
     Chegamos a década de 90 , ápice de sua fase romântica - o que faz alguns críticos pensarem que só existe Roberto até "89". Aqui, em 94, Roberto consegue bater os Beatles em vendas na América Latina, tornando-o não só Rei daqui, Rei de toda a América também. Aqui consegue também, por fim, alcançar os 100 milhões de discos vendidos (hoje mais de 120 milhões), fazendo parte de uma lista seleta de artistas que alcançam essa faixa, bem como, descobre que colocando todos os seus discos de platina, ouro e por ai vai, lado a lado, conseguiria-se dar um volta no Estádio do Maracanã. Ainda não vejo motivo para ser chamado de Rei.
     Por fim, chegamos a fase atual, marcada pela morte da eterna mulher amada e as composições direcionadas para e só para ela. Chegamos a fase que Roberto descobre que é doente, doente psiquicamente e assume isso publicamente, ao iniciar um tratamento contra o Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC . Aqui chegamos às festividades de 50 anos de carreira pelo mundo a fora de um Rei sem coroa, sem reino...(ainda sem argumentos fortes para justificar o reinado)
   ... Mas com muita majestade e é aqui que se descobre o verdadeiro porquê da sua realeza. Um artista não se faz apenas de palco, pois, sua vida, seu caráter e suas atitudes tornam-se mais importantes ao longo do tempo para os fãs que o idolatram, não só como artista, mas também como pessoa. E esse é o grande argumento para chamá-lo de Rei: ele não se vê e nunca se viu como Rei, ele apenas se vê como um menino  normal que saiu de Cachoeiro e fez sucesso, e isso é tudo. A sua realeza está na simplicidade complexa que carrega ao pedir quatro anos para terminar um disco, está na simplicidade complexa de ter o cabelo grande, está na simplicidade complexa de se apresentar de terno e "nunca" transparecer como "brega", está na simplicidade complexa de produzir show´s que todos que estão assistindo sabem que começa ao som de Emoções e termina ao som de Jesus Cristo, sendo tudo precedido do momento arrepiante do "Senhoras e Senhores, com vocês, Roberto Carlos".
     Além disso, não existe motivo para chamá-lo de Rei, Rei da música romântica, é claro, Rei da música jamais. Dito isso, é necessário entender que o reinado de um cantor, ou de quem quer que seja, é altamente subjetivo. Faça do seu artista um Rei, porque eu faço do meu um para mim e isso é o que importa: para mim.



sábado, 19 de setembro de 2009

Das Evoluções e das Revoluções

     "ah, você está vendo só do jeito que eu fiquei e que tudo ficou [...]" - Por causa de você

     Escutando aqui o álbum de Caetano e Roberto produzido ano passado em comemoração ao 50 anos da Bossa Nova, fez-me relembrar dos demais movimentos musicais que explodiram, com mais ênfase, no país entre as décadas de 50 e 70. Inicialmente vem a Bossa no final da década 50, tendo como maiores expoentes o Maestro Antônio Jobim e o Poeta Vinícius de Morais. Posteriormente, temos ali na década de 60 o surgimento de mais dois movimentos intitulados de Jovem Guarda e Tropicália. Aquele encabeçado por Roberto Carlos e, este, por Caetano, para  apenas citar um componente. Todos passaram algum tempo "convivendo" e produzindo ao mesmo tempo, bem como surgiram de outro movimento: a política.

"[...]será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da américa católica [...]" - Podres Poderes

     A Bossa foi alavancada pelo ufanismo do Governo Juscelino Kubitschek - o próprio presidente era chamado de Presidente Bossa Nova. O Governo JK defendia que o Brasil estava realmente tomando rumos sólidos e com as próprias "pernas", desse modo, foi a vez da música brasileira ter suas próprias "pernas" e é ai que entra a Bossa com toda sua bossa. Por sua vez, a Tropicália surge, como já adiantado, também ligado à política, em contraposição à Ditadura Militar instalada, por golpe, em 64! Já a Jovem Guarda é o movimento que menos foi diretamente ligado à política, recebendo críticas até hoje por isso. Há quem diga que não teve algum cunho político, o que discordo. Porque o fato de se abster da política já é um atitude influenciada pela própria política vigente. Em outras palavras, o movimento não queria mais discutir o já discutido pela Tropicália, queria apenas fazer o público dançar e ser feliz na medida do possível.

"meu bem, já não precisa falar comigo dengosa assim, brigas para depois [...]" - Gatinha Manhosa

     A Jovem Guarda, por consequência, também foi tachada como "alienada" exatamente pelo motivo anteriormente exposto. Contudo, será que um movimento pode ser chamado de "alienado" por apenas não seguir a "moda" da época, que era "criticar para derrubar e mudar"? Acho que não.Outro fato bem interessante é a origem do nome Jovem Guarda. Meus caros, a origem está em uma citação marxiana! Isso mesmo: "O futuro está nas mãos da jovem guarda". Será mesmo que era um movimento apolítico?

"[...]de que vale a minha boa vida de playboy, se entro no meu carro e a solidão me dói[...]" - Quero que vá tudo pro inferno

     O próprio Roberto Carlos nunca se envolveu com política, nunca declarou um voto e etc (esse fato só muda em 85, quando do lançamento da canção "Verde e Amarelo". Canção esta, altamente ufanista e influenciada pela redemocratização do pais). No entanto, o seu modo de "criticar para mudar" é diferente, mas eficiente do mesmo modo, uma vez que usa a mesma arma: a música. Músicas como "As Baleias", "O Progressso", "O Ano passado", "Quero paz", "Paz na terra", "Amazônia", "Apocalipse", "O careta" dentre outras, mostram críticas sérias ao sistema e às atrocidades praticadas pelo ser humano, enquanto a música "Herói calado" tem um cunho social fortíssimo - até Marx ficaria orgulhoso com a letra desta.

" Ele acorda cedo demais, o dia nem clareou, sai de casa aquele rapaz, que nem bem dormiu, já acordou [...]" - Herói Calado

     Piadas de lado, é necessário perceber que cada movimento tem sua importância, sua obra e suas consequências. Não será sua ligação ou não-ligação com isso ou aquilo que irá determinar se "presta" ou "não-presta". Até porque "prestar" ou "não-prestar" é algo tão subjetivo..

"[...]não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso, um erro não conserta o outro, isso é o que eu penso[...]" - O progresso





    

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Solidão, Solidões - Angústia

     Sabe o que tenho sentido? Sentimos mais solidão não quando estamos sozinhos - até porque, ficar sozinho tem sido mais uma escolha no mundo das tecnologias, que uma imposição - mas sim quando estamos reunidos com a família, os amigos e colegas (eu faço distinção entre amigos e colegas). Entende o por quê? É simples: quando se está reunido - reunido no sentido de ligado de algum modo -  não se quer que aquilo acabe, então entramos em um medo da solidão quando ela realmente não existe! Interessante, não é? Faz parte da conduta humana para a auto-destruição.
     A solidão leva a angústia. Isso é fato. Martin Heidegger vem definir a angústia como "o medo do nada". Interessante também, não é? Assemelha-se muito com o falado acima. Essas suas idéias estão presentes no livro "Ser e o Tempo", o qual eu já estudei e li sobre, mas ainda não tive o privilégio de lê-lo na íntegra. O professor de filosofia, Pablo Capistrano, uma vez deu um exemplo fantástico sobre isso e eu o coloco aqui quase na íntegra: (mas bem adaptado) "imagine-se em uma praia deserta, você está em uma casa grande e espaçosa, mas está solitário. Você sobe e decide ler um livro na varanda do primeiro andar em sua rede,c om a brisa do mar batendo, mas desiste para olhar o mar e a praia. Quando olha a praia a leste e a oeste, percebe que por quilômetros não vê alguém.  Um sentimento de medo te perturba. Você começa a fazer movimentos bruscos para o lado achando que tem alguém te vendo, vigiando, mas você está na verdade com medo do ninguém que te olha (solidão - angústia). Por fim, pega suas coisas e volta para o mundo dos "não" solitários na cidade.."

ps.: A loucura está sempre nos olhos de quem vê. Mude seu "filtro" no olho e verá a lucidez na loucura e a loucura na lucidez. Aconselho "Verônika decide morrer - Paulo Coelho" para isso..fui!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A vida como ela é ( ou deveria)!?

     É interessante como a inspiração para escrever sempre termina por vir na hora que não deve - ou exatamente quando deve. Com aula amanhã cedo, estou eu aqui quase a meia-noite escrevendo para sei lá quem - mas estou, e isso é O fato.
     O que me leva a estar aqui escrevendo é que eu, particularmente, tenho analisado o relacionamento na família, com os amigos, com os amantes, de modo geral, e me pergunto cada vez mais se é possível viver normalmente?! Se é possível ser tudo para todos e tudo para si, ou nada para todos e nada para si, ou, ainda, tudo para os outros e nada para si and so on. O fato é que percebo que os maiores problemas aparecem- experiência própria (mas não confie) - quando queremos que "o outro" seja como somos, isto é ,seja como queremos que seja. Agrava-se porque "o outro" também quer o mesmo e "o mesmo" nem sempre será "o mesmo" para ambos. Percebeu? (ao invés de "entendeu?" como meus primos portugueses falam)
     Será que somos fadados a viver relacionamentos sempre instáveis!? Será que o grande mistério dessa coisa chamada vida (um dia vou cobrar explicação por terem me jogado nesse lance de "vida", uma vez que o lance de morte - leia-se como algo bom e eterno - parece mais tentardor - não! não se preocupe, não estou falando de suicídio - meus medicamentos estão em dia) será sempre viver em busca da perfeição, perfeição essa, que sabemos que nunca chegaremos?! O Rei Roberto Carlos nos dá uma dose dessa sua confiança na perfeição quando diz: " somos seres humanos, só queremos a vida mais linda, não somos perfeitos, ainda!" (não vou colocar o nome da música, só para te fazer pesquisar). Desvaneios reais de lado, acredito na perfeição sim, na mesma medida que acredito que esse "ainda!" é para sempre, eterno, por fim, um "ainda!" interminável - mas terminável no dia da morte, quando olhamos para trás (ou para frente como algum filósofo ai diz) e vemos que, realmente, foi uma merd*!
     ps.:Esse texto deve ter te deixado um pouco com angústia, não é? Você sabe o que é a angústia ? Leia um dos meus próximos textos, um dia ele virá!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Pseudo-intelectualismo

Companheiros e Companheiras,
     O Brasil precisa se livrar dos seus pseudo-intelectuais o quanto antes. Estes mesmos, a que chamo de pseudo-intelectuais, também podem ser chamados de críticos de tudo e de todos. Está muito abstrato? Façamos, então, uma analogia com a política.
     O Governo Lula é "vítima" deste tipo de raciocínio porque promoveu e promove nos últimos anos, algumas mudanças estruturais ou promove algumas ações essenciais, ditas anteriormente de impossíveis ou de utópicas, haja vista a situação sócio-econômica e política do país. Ainda abstrato? Vamos para os casos práticos.
     Quem aqui, com uma idade não tão avançada, não ouvia seus professores de Geografia explicarem sobre um "projeto magnífico que seria a redenção do Nordeste", chamado de Transposição do Rio São Francisco? Quem aqui alguma vez já ouviu alguém reclamar da situação precária da estrutura física das nossas Forças Armadas? Pois bem, meus amigos, esses dois exemplos servem muito bem para dizer o que quero. Todos nós um dia já reclamamos a não-feitura desses dois exemplos, mas, pásmen, todos nós já presenciamos alguém reclamar recentemente da sua feitura!
      É isso que chamo de falsa criticidade, pois, tratam-se críticos que atiram, muitas vezes, sem o "calibre"  suficiente para tal e atiram para todos os lados. Contudo, eu tenho perfeito entendimento que não esgotei o tema, pois as críticas não se referem apenas à feitura em si, mas a execução do projeto em si. Mas tenho absoluta certeza também que existe algo de sensato no que escrevi, uma vez que o que era redenção, o que era impossível, não pode se tornar algo tão maléfico - mas não tenho muita certeza disso, você tem?

domingo, 6 de setembro de 2009

Introduzo-me..

Amigos e Amigas,

        O que me motivou a produzir este blog é a necessidade crescente de falar e ser ouvido. É a necessidade constante de provocar discussões, pelas quais eu possa mostrar meu pensamento e tentar da maneira correta fazer-se correto ou mudá-lo quando necessário. De fato, este blog não indica que atingirei o público necessário para tal feito, mas também não diz o contrário.
        Por fim, espero que possamos produzir aqui pensamentos instigantes tanto para vocês como para mim. Prometo não dar respostas, mas dar vários questionamentos, afinal, estamos aqui para promover a dúvida, a eterna busca do aprendizado e da certeza, que sabemos que nunca teremos, mas não paramos - mas também não tenho certeza disso, você tem?