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domingo, 17 de janeiro de 2010

Drogado e prostituído


     Cara, quase que não conseguia comprar o ingresso do show do "tremendão" e consegui ontem, horas antes do show pela internet mesmo. Estava muito empolgado para ir e fui!!! Queria muito assistir, sempre foi um dos meus objetivos, porque de Roberto eu já assisti 6 espetáculos e de Erasmo ontem foi o primeiro (de muitos, eu espero) e simplesmente gostei muito do que vi, é tanto que vou dedicar um texto do blog para contar, uma vez que o twitter não é suficiente.
     Dito isso, faz-se necessário explicar o título do texto. Muitos dos que ali estavam ontem ,foram pela parceria dele com o Rei Roberto Carlos. Digamos que eu também, por mais que tinha total necessidade de ver Erasmo, Erasmo mesmo, sem Roberto para ofuscá-lo. Pois bem, o que vi desde o início do show, que ele começou dizendo que era um ORGASMO INENARRÁVEL estar ali, foi um Roberto às avessas, um Roberto drogado e prostituído, parodiando o livro/filme de "Christiane F". E isso fica perfeitamente visível quando Erasmo cantou e tocou músicas deles que fizeram mais sucesso com Roberto. A introdução de ontem de "Quero que vá tudo pro inferno" faria inveja a muitas bandas de Rock por ai. Ele veio com uma banda de seis componentes, dos quais, 3 são guitarristas! Mais um na bateria, outro no baixo e outro (maestro) nos teclados. Ao apresentar a banda e cantar a nova "A guitarra é uma mulher", Erasmo disse que os guitarristas também se "masturbam" quando tocam.
     Ver o vovô Erasmo ali, no auge dos seus 68 anos, comemorando 50 anos de carreira em 2010 (Roberto fez em 2009), 600 músicas escritas com o parceiro Roberto, novo disco candidato a grammy, pulando, gritando ou ao menos tentando fazer isso, foi algo para mim impressionante. Ele disse que estava com saudades da guitarra, na verdade ele estava com fome dela. Lembro que ele falou que gostava mesmo do Rock e defendeu o estilo, ao dizer que muitos dizem que é uma música de revolta, de bagunça e por vai. Ele defendeu dizendo que Rock também fala de amor, também pode ser uma expressão de amor e continuou a cantar.
     Dois outros momentos me marcaram também. Um foi quando Erasmo sentou ao lado do seu maestro e disse que ia fazer uma homenagem ao amigo, irmão Roberto pelos 50 anos e disse que era uma "homenagem pequena, minúscula, mas igual não tinha" e pediu que se tivesse algum conhecido dele (de Roberto) no público, avisasse a ele sobre a homenagem. E depois cantou um pout-pourry com alguns música do irmão de coração. Um dos últimos atos que me chamaram mesmo a atenção foi quando Erasmo foi cantar a música "Panorama Ecológico" feita por ele e Roberto, música que ele mesmo declarou ser um pouco apocalíptica. Mas o interessante mesmo é que ele declarou que desde a década de 70, ele e Roberto vêm chamando a atenção para a ecologia dentre outras coisas e disse que "ninguém" os ouvia, porque eles falavam e falam em português, finalizando dizendo que hoje o Bono Vox e o Sting falam o mesmo, mas falam em inglês e são ouvidos. Dessa parte eu gostei muito mesmo, porque EU falo isso direto. Aliás, deve ter texto aqui falando sobre isso.
     Por fim, o show foi Rock, Rock e Rock de verdade! Fodasticamente bom! Só ontem percebi porque a parceria dele com Roberto é tão fantástica: os dois são antagônicos!!! E isso não significa um problema, significa complementação! Eles se complementam, o que falta em um, sobra no outro! Sorte do Brasil, porque algo parecido só com Lennon e Mccartney, e mesmo assim, sem comparação, uma vez que Lennon  morreu. Ver os dois fazendo uma turnê conjunta seria algo também inenarrável - Fica a dica.