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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Elô, Elô, minha Flor!

      Um dia eu disse que minha vida se dividia entre a oportunidade de te conhecer ou não. Não menti. Conhecer pessoas que somam, que aumentam, não no sentido financeiro, mas no sentido humano evidentemete, faz bem à alma. A alma, sabe? Aquilo que a gente esquece que tem e que talvez estejamos maculando com toda besteira feita/dita/pensada diariamente?!
     Sua figura que "efetivamente saiu da criminalidade para a criticidade" me possibilitou ver as pessoas e o mundo fora do meu antigo círculo de pessoas que mereciam ou não minha atenção.
   Ou como um casal amigo ali diz: "entre o que eu definia como algo que prestava e não prestava".

     Tenho passado com você nos 4 anos de curso grandes alegrias. Grandes tristezas é claro, grandes perdas. Mas isso é a vida e nunca deixará de sê-la. Ficar perguntando "o por quê?" é entrar em uma esquizofrenia sem fim...
        Mas de que serviria eu se fosse para passar somente pelas alegrias? Nossa amiga em comum, Marília, certa vez disse: "não quero que Elô pense que sou apenas amiga dela de bar..." Endosso essas sábias palavras.
         E quando falo me perdas, tristezas, é claro que infelizmente estou falando de Cid. É claro que foi nesse sentido que Marília falou também.
         Passar por todos os passos desse obstáculo ao seu lado me modificou completamente. Minha fé foi renovada, porque somente os amigos, a família e a fé que nos sustenta mesmo, isso eu também aprendi no último mês.
       Mas a fé não move montanhas, a fé apenas te ajuda a circular pela montanha e alcançar o outro lado, também aprendi no último mês.
         A gente deixa em um "surto monumental" de dar valor às pequenas coisas (por mais que você seja pequena), passa a ver a beleza da pequena flor da esquina (como diria Eduardo Galeano), passa a ver a beleza onde antes só via a "frescura", onde antes via o infantil, onde antes via o desnecessário.
          Assim, a 'frescura' torna-se o carinho, o amor, o afeto, o 'infantil' torna-se o humano, o real, o ingênuo (sem a carga pejorativa que a palavra erroneamente carrega), o 'desnecessário" torna-se o fundamental.
         Mas coisas boas da vida com você aprendi nos últimos 4 anos. Ser espontânea, verdadeira, galada, necessária, virtuosa, pequena, bonita (mesmo que eu também lhe ache aquela outra coisa que não ouso falar aqui), irmã de sangue, irmã de fé etc, não ficou para todo mundo...
         Lembra do "nós fazemos Direito na FARN"? Pois bem, ali você me rejeitou, já pensou sua vida sem mim? RISOS MALÉFICOS. Mas você se deixou modificar por dentro (e por fora só nos quilos a mais mesmo), ao ponto de se permitir ver quem eu realmente era, quem eu realmente era ali, porque quem faz esse tipo de afirmação, no sentido que você julga que eu fiz, é uma pessoa fraca e jamais forte.
         E eis que o curso está terminando Elô, não me verás mais todo dia! Não veremos mais nossos queridos amigos que pretendo levar para a eternidade todos os dias! Você costuma dizer: "quando o curso acabar, se você sumir, eu bato em você". Não sumirei e mesmo que suma, estarei olhando de longe, mandando mensagens, à espreita, feito um Anjo para uma pessoa angelical.
          
     
     

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